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| R. Ponte de Pau, Viseu - 31-03-2016 |
De madrugada acorda a saudade...
de mansinho...
sorrateira e incerta...
bate à porta da muralha dos meus olhos cansados e transfigura-se.
Segue lágrima ferida de sangue, o contorno ovalado do rosto...
Aloja-se perdida no sopé do peito dorido.
Sinto-a fria... a saudade.
E a carícia que então recebe o peito caído,
alimento de três crias há muito desmamadas,
essa carícia solene,
feita sangue vertido em lágrima,
traz consigo aquela mão que,
sorrateira e decidida,
lhe pegou e possuiu.
E... Ah! como é boa esta saudade!
De quê?
De mim... de mim contigo.
Da promessa que fui ao teu lado.
Ainda sou.
Mas contigo.
Só contigo!
LenaMar - 02 de abril de 2016

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