quinta-feira, 30 de junho de 2022

Cerejeira

Todos os dias em maio e junho
Subia o cocuruto da grande cerdeira
abaixo o tanque grande e a lavadeira
e a roupa branca lavada a punho

Ah! que saudade das férias grandes
Grandes e calmas,  suaves, mágicas 
Estar lá no alto muito quietinha e
olhar sonhando a mão que entendes

terça-feira, 28 de junho de 2022

Do outro lado de mim


Do outro lado de mim...

Quando os sonhos se misturam 
Nostalgia transversal
Percorridos os caminhos
Horizontes, vendavais
Paraíso universal
De sentidos sem medida

Alma corpo tudo junto 
Correm procuram no tempo
Acrescentam um momento 
Uma fuga um suspiro
A paz onde me retiro
No teu abraço fugaz

Caem silenciosas
Feitas feridas
Não lágrimas
Não no rosto
Na razão
Na palma da tua mão
Quando a toco levemente
Com intensidade incerta
Arrepio imensidão

Sou um espelho sem razão
Uma nuvem que passou
E tu um vento selvagem
Com rumo mas sem navio
Ou velas para navegar
Perdido em alto mar
Longe deste mar sereno
Que te acolhe assustador
Sempre que vens procurar
A medo
Quase vazio
Na sacola só a dor

Vem sarar as nossas almas
Acalmar dessas tormentas
Fazer do riso uma flor
Navegar em águas calmas
Coloridas doces afãs 
Encher o copo vazio
Com o mais doce licor

Hmar – 28_06_2015