Rosa de inverno solitária
Que à porta floresces cada ano
deixa-me aplaudir a tua graça
de viveres feliz o teu engano
deixa que te sinta em mim florir
abre-me a janela já partida
de tantos ver sofrer e cair
Leva-me contigo já sofrida
nas odes dos poetas teus amigos
na sua mão amada e tão querida
com que afagam as pétalas sedosas
numa primavera já perdida
em que as horas passaram ociosas


