terça-feira, 12 de agosto de 2025

Praia

Sinto sempre como as águas turbulentas de um riacho na tempestade de inverno: intensa e furiosamente,! Mas, como elas, corro devagar até à foz e sossego na calmaria das marés de verão e abraço como se a praia fosse para sempre!

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Carvoeiro

 Cabo Carvoeiro, 2024-08-07

Saltei devagar as vastas pedras
Olhar perdido em teu sorrir
Tal sol poente
Doce e quente
Todo o meu ser quebrado em ti
Como ondas num mar morno,
Dormente
Asas soltas na suave brisa do ocaso.
LenaMar




quarta-feira, 11 de junho de 2025

Portugal

 

Portugal de sol ardente e mares infinitos,
Das ondas que beijam as rochas sedentas,
Da história nas ruas de pedra e azulejos coloridos,
Onde, como pérolas preciosas, brilham palavras na vastidão do tempo.

Na essência da poesia pulsa uma veia viva,
nesta língua de sonhos, de amores e de memórias

com intensa clareza em cada verso
janela aberta ao coração,

ponte de emoções,
sinfonia de sentimentos profundos.

Das colinas e luz dourada de Lisboa
Ao Porto, das pontes imponentes

Do Douro das vinícolas ancestrais,
Em cada canto

uma história,

uma esperança,

uma paixão,
Na poesia presente,

como chama sempre ardente.

 

Galeria de imagens vívidas e palavras eternas,

Portugal
poema vivo de encanto,

inspiração e beleza

de alma e essência,

a poesia é o ser e a verdade,
eternamente,

escreves histórias de amor e esperança.

#hmarg





terça-feira, 10 de junho de 2025

Gonçalo, o primogénito

 

5 de maio de 2015  
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Amigos
Há vinte e um anos que dormi uma estranha noite em que me levantei umas duas dúzias de vezes...
Nada doía e, portanto, fiquei muito calma!
Ao amanhecer, percebi finalmente que o esperado filhote queria nascer.
Fiz tudo certinho, como tinham ensinado na preparação do momento mais importante da minha vida até aquela data.
Respirei, esperei, caminhei...
Tudo realmente foi muito bem e, depois de chegar à maternidade, demoraste apenas cerca de duas horas a chegar e foi fácil.

Eram treze horas e vinte minutos do dia 5 de Maio de 1994, quando te ouvi pela primeira vez e foi de tal maneira emocionante que é impossível descrever!

Depois, foram muitas histórias,
muitos dias, muitas horas,
risos, corridas e lágrimas,
E aventuras e fráguas...

Foram rios foram estradas
Foram percursos sinuosos
Caminhadas pelas serras
Quedas de água limpa e pura...

E foste tu a viver
E nós a ver-te crescer
E foi o medo à mistura
E o amor que perdura.

Beijinhos dos manos, do pai e da mãe. 
— em Em Viseu - Agosto 1995.





segunda-feira, 2 de junho de 2025

Aromas

A propósito do cheiro de Viseu...
Cheira a urze do monte e a tília e a rosmaninho a mato e à flor dos namorados, ou dos amantes, ou do amor, conforme a zona... para mim é dos namorados... essa flor mágica de perfume intenso ... que, aquecida ao sol primaveril, estendida em sua direção, solta o seu encanto e acelera todo um ritual de amores e ternuras...

Ah! Evidentemente, Viseu também cheira a um dos meus perfumes:  Eternity ou Obsession...
Hoje, Obsession, por acaso....

E porque apesar de todos os desânimos... é bom estar vivo e estar com as pessoas que nos fazem bem, quando menos contamos e mais precisamos! As afinidades não se explicam! Boa noite.

domingo, 27 de abril de 2025

Um segundo de silêncio





Há uma primavera em cada homem
Há um sol que não se apaga
Há um sorriso que aquece
E há bondade no olhar
Sempre que a alma se oferece.

#hmarg

sábado, 26 de abril de 2025

Ausência

O céu e a alma 
são um só,
unidos nas horas cinzentas 
de mais um dia!
Fiz bolo e fiz pão
e houve almoço 
em comunhão...
mas, na mesa,
havia um enorme NÃO!

hmarg

sábado, 25 de janeiro de 2025

PORQUÊ?


Porque cantam as águas nas fontes?
Porque madruga o canto dos rouxinóis?
Porque brotam as flores no meu jardim?
Porque me entontece ainda o aroma do jasmim?


Porque ainda há música no rádio,
E ainda há festa nas praças da cidade,
Ou o canto dos coros nas igrejas,
Se o meu coração é escuro e triste?

Porque ainda acordo todas as manhãs
E sorrio ao mundo à minha volta,
Se me perco nos fios amargos da solidão?

Tão cheia de nada, tão vazia de tudo,
Como posso sentir a tua mão
Se se perdeu fora de mim?


LenaMar 



terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Abraça-me

Abraça-me
Abraça-me como se quisesses prender-me para sempre 
no aconchego do teu peito
Como se me quizesses guardar 
no recondito espaço da tua alma  
como se pretendesses esconder-me para sempre nela
Protege-me de todo o frio do mundo 
de toda a miséria 
de toda a injustiça 
Onde nenhuma ventania me possa arrastar para o mar gelado 
e onde nenhum tubarão me possa ferir incauto
Abraça-me
Como se não houvesse amanhã 
e hoje todas as rosas do jardim estivessem floridas 
só para nos ver fundidos no aperto desse abraço 
Permanece 
como uma âncora que não deixa o navio naufragar na tempestade dos destinos incertos
Segura-me a cabeça na tua mão aberta e forte 
e ampara-me os ombros cansados de desalentos e tropeços
Sei que sabes como fazê-lo
Sei que podes fazê-lo
Abraça-me!