terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Abraça-me

Abraça-me
Abraça-me como se quisesses prender-me para sempre 
no aconchego do teu peito
Como se me quizesses guardar 
no recondito espaço da tua alma  
como se pretendesses esconder-me para sempre nela
Protege-me de todo o frio do mundo 
de toda a miséria 
de toda a injustiça 
Onde nenhuma ventania me possa arrastar para o mar gelado 
e onde nenhum tubarão me possa ferir incauto
Abraça-me
Como se não houvesse amanhã 
e hoje todas as rosas do jardim estivessem floridas 
só para nos ver fundidos no aperto desse abraço 
Permanece 
como uma âncora que não deixa o navio naufragar na tempestade dos destinos incertos
Segura-me a cabeça na tua mão aberta e forte 
e ampara-me os ombros cansados de desalentos e tropeços
Sei que sabes como fazê-lo
Sei que podes fazê-lo
Abraça-me! 

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