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| Campo de Viriato_Viseu_7/NOV./2022 |
quarta-feira, 16 de novembro de 2022
segunda-feira, 5 de setembro de 2022
Alma
Boa noite!
Ainda que a alma te doa
Ainda que o sonho te tarde
Ainda que a esperança se esbata
Caminha
Imprime ritmo de coração
Às tuas pernas cansadas
Ergue a cabeça
Sorri
Chora
Grita
Mas caminha
Dá passos largos
Seguros
E chega
Descansa
Abraça...
sexta-feira, 12 de agosto de 2022
Sentidos
Sinto sempre como as águas turbulentas de um riacho na tempestade de inverno: intensa e furiosamente! Mas, como elas, corro devagar até à foz e sossego na calmaria das marés de verão e abraço como se a praia fosse para sempre!
quinta-feira, 11 de agosto de 2022
Mar e saudade
MAR e saudade
Ah este mar azul
que me enche a alma
e me esvazia de dor
Ah esta luz intensa
do sol poente
que refaz o calor
do abraço sentido
Ah esta areia
fina e branca
que me acaricia os pés
me envolve a pele
e me traz o fio fino e ténue
da ausência
Ah como eu espero
sempre
o sorriso
na volta da maré...
hmar - 2015 agosto
quinta-feira, 30 de junho de 2022
Cerejeira
Todos os dias em maio e junho
Subia o cocuruto da grande cerdeira
abaixo o tanque grande e a lavadeira
e a roupa branca lavada a punho
Ah! que saudade das férias grandes
Grandes e calmas, suaves, mágicas
Estar lá no alto muito quietinha e
terça-feira, 28 de junho de 2022
Do outro lado de mim
Quando os sonhos se misturam
Nostalgia transversal
Percorridos os caminhos
Horizontes, vendavais
Paraíso universal
De sentidos sem medida
Alma corpo tudo junto
Correm procuram no tempo
Acrescentam um momento
Uma fuga um suspiro
A paz onde me retiro
No teu abraço fugaz
Caem silenciosas
Feitas feridas
Não lágrimas
Não no rosto
Na razão
Na palma da tua mão
Quando a toco levemente
Com intensidade incerta
Arrepio imensidão
Sou um espelho sem razão
Uma nuvem que passou
E tu um vento selvagem
Com rumo mas sem navio
Ou velas para navegar
Perdido em alto mar
Longe deste mar sereno
Que te acolhe assustador
Sempre que vens procurar
A medo
Quase vazio
Na sacola só a dor
Vem sarar as nossas almas
Acalmar dessas tormentas
Fazer do riso uma flor
Navegar em águas calmas
Coloridas doces afãs
Encher o copo vazio
Com o mais doce licor
Hmar – 28_06_2015
segunda-feira, 9 de maio de 2022
Uma casa no alto da montanha
Inspirado numa música que a minha mana me cantava quando eu era mesmo pequenina e que deu origem ao sonho...
"No alto da montanha, pertinho lá do céu, havia um castelinho, aonde o rei viveu.
De lá, se via o céu, se via a terra, ao longe o mar.
No alto da montanha, quem dera lá morar!" - não consegui saber o autor
Obrigada minha querida mana por me teres inspirado a ser quem sou!
Uma casa no alto da montanha
Quando eu era pequenina
Tinha sonhos encantados
Queria chegar ao céu
Só com sapatos calçados
Lia livros coloridos
Na roda do velho moinho
Escondia cartas nas pedras
Nos muros do meu caminho
E sonhava que voava
Ou que caía do alto
Sem ter quem me aparasse
Na queda do grande salto
Mas muito mais do que tudo
Dos sonhos mais bem pensados
Sonhava ter uma casa
Com um coração de amor
E acolher os meninos
Ensiná-los a escrever
A ler muito com expressão
A sentir o seu calor
Lá no alto da montanha
Um miradouro escritor
Onde surgisse e valesse
Somente o amor o amor
LenaMar - 09/05/2022
domingo, 1 de maio de 2022
Sol
Sol
Passado já o sol no horizonte
Onde se esconde o olhar e o calor
Vejo de teus olhos luz brilhante
Coração, alma suprema, ardor
Logo ali tremendo apareceu
A velha lua cheia que ao passar
Trouxe o segredo oculto que há no céu
Manto de estrelas em águas de mar
E neste eterno ser, ir e voltar
Um amor grande imenso a florir
Brilha nos abraços como selo
Quedou-se o coração e eu sorri
Vestes no corpo os raios de luar
Todo o meu sonho assim achado em ti!
LenaMar - 25/09/2016 - 12:32 - Madrid ✈ Sofia... com trepidação (muita)
sexta-feira, 22 de abril de 2022
A mesa branca da cozinha
A mesa branca da cozinha
olhas a mesa branca
limpas as marcas deixadas por um jantar de dois
um jantar silencioso...
tantas vezes sentada a essa mesa desejaste esse silêncio
tanto mal que ele te faz agora
quando voltas a olhar
reparas nas marcas do tempo
não deste conta
mas passaram vinte e cinco anos
"Estás velhinha, companheira!"
sim, companheira
dos momentos felizes e também dos tristes
"Olha! Esta marca aqui...
É de cola, lembras-te?
Sim, daquele dia em que ajudaste o mais velho a fazer o chapéu do Halloween!
E esta?!
Ah! Essa foi o cabo da faca que era grande demais para as mãozitas do mais novo...
E essa tinta?!
Essa foi a caneta do do meio que resolveu rebentar a meio do TPC!"
quando deste conta passaram 25 anos
quando dás conta
passou provavelmente mais de metade da vida
a melhor parte
realizaram-se uns sonhos
tantos outros por realizar
e sentes o peso do vazio
sim, eu sei, eu sei
os filhos têm que voar e isso é bom!
E a mesa da cozinha
continua vazia
e tu com ela!
Com alguma sorte
terás ainda mais uns anitos
e eu contigo
Lena - 09/11/2017
domingo, 10 de abril de 2022
agosto
Enfrentei o chegar das madrugadas
Os aguaceiros de abril
As tempestades de outono
O frio e seco janeiro
E o trigo limpo e febril
De um agosto aquecido
Quando chegaste imponente
Na tua história buril
Seguro firme sedento
Olhar doce e transparente
Terno doce gentil
terça-feira, 5 de abril de 2022
Quintal em primavera
Mais primavera no quintal! Se tudo correr bem, haverá fruta madura lá mais para o fim e o verão terá aromas ainda mais intensos e saborosos....
Poesia sem poema!
heras
laranjas
limões
num recanto bem pensado
figos
cerejas
e flores
das magnólias ao lado
falta aqui o cebolinho
salsa
hortelã
e tomilho
e ainda os orégãos
que mostrei ainda há pouquinho
e pronto
por aqui fico
até à segunda-feira
para plantar alfaces
tomatinho
erva-cidreira.
HMRG
quarta-feira, 23 de março de 2022
Primavera
Foste estio
Foste primavera
Florida
Foste esperança e sonho
Vendaval sedento
Apocalipse
Foste esperança e ilusão
Foste mão amada
Foste não
Foste despedida
Foste...NADA!
segunda-feira, 21 de março de 2022
Primavera...
Depois o fruto!
Finalmente,
despida de pudores e consciências,
deu-se, singela, ao frio agreste!
Ah! Mas espera voltar a florir... quando chegar a primavera!
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