O vento canta baixinho
nas folhas verdes do chão
e segue pelo caminho
segredos da estação.
Cheira a terra molhada
depois da chuva cair
como fruta perfumada
e natureza a sorrir.
O mar é espelho inquieto
onde o céu se vem deitar
como metáfora de afeto
Árvores, rios, montanhas
vento, luz e imensidão
e tudo vive em façanhas
numa só respiração.
Provo o sal da maresia
no ar aroma a pinhal
contemplo o ouro do dia
a brilhar no seu final.
Cor, alegria e calma,
respeito, medo e fascínio
e a natureza na alma
A água corre no vale
o mundo parece escutar
E tudo assim se mistura
Tal pintura colorida
A vida ganha ternura
E cresce dentro de mim.
