sábado, 27 de junho de 2020

Outro lado de mim



Quando os sonhos se misturam

Nostalgia transversal
Percorridos os caminhos
Horizontes, vendavais
Paraíso universal
De sentidos sem medida

Alma corpo tudo junto
Correm procuram no tempo
Acrescentam um momento
Uma fuga um suspiro
A paz onde me retiro
No teu abraço fugaz

Caem silenciosas
Feitas feridas
Não lágrimas
Não no rosto
Na razão
Na palma da tua mão
Quando a toco levemente
Com intensidade incerta
Arrepio imensidão

Sou um espelho sem razão
Uma nuvem que passou
E tu um vento selvagem
Com rumo mas sem navio
Ou velas para navegar
Perdido em alto mar
Longe deste mar sereno
Que te acolhe assustador
Sempre que vens procurar
A medo
Quase vazio
Na sacola só a dor

Vem sarar as nossas almas
Acalmar dessas tormentas
Fazer do riso uma flor
Navegar em águas calmas
Coloridas doces afãs
Encher o copo vazio
Com o mais doce licor

#hmar – 28_06_2015

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