Nostalgia transversal
Percorridos os caminhos
Horizontes, vendavais
Paraíso universal
De sentidos sem medida
Alma corpo tudo junto
Correm procuram no tempo
Acrescentam um momento
Uma fuga um suspiro
A paz onde me retiro
No teu abraço fugaz
Caem silenciosas
Feitas feridas
Não lágrimas
Não no rosto
Na razão
Na palma da tua mão
Quando a toco levemente
Com intensidade incerta
Arrepio imensidão
Sou um espelho sem razão
Uma nuvem que passou
E tu um vento selvagem
Com rumo mas sem navio
Ou velas para navegar
Perdido em alto mar
Longe deste mar sereno
Que te acolhe assustador
Sempre que vens procurar
A medo
Quase vazio
Na sacola só a dor
Vem sarar as nossas almas
Acalmar dessas tormentas
Fazer do riso uma flor
Navegar em águas calmas
Coloridas doces afãs
Encher o copo vazio
Com o mais doce licor
#hmar – 28_06_2015

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